Digitalizando a agropecuária, otimizando a produção

maio 25
Digitalizando a agropecuária, otimizando a produção

Nossas espécies estão experimentando um ponto de desvio tecnológico, de acordo com David Hunt, co-fundador da Cainthus.

“A ficção científica está se tornando fato científico”, ele disse.

Avanços Tecnológicos na Fazenda

Hunt trabalhou alguns anos em tecnologias extraordinárias. Ele e seu irmão gêmeo co-fundaram a Cainthus, uma companhia dedicada em digitalizar a agricultura. Ele descreveu alguns dos projetos da empresa nas sessões especiais de produção de leite e sobre o futuro da agricultura, no ONE: Simpósio de Ideias da Alltech.

Reconhecimento facial de vacas

A audiência ficou vislumbrada com algumas tecnologias fascinantes apresentadas por Hunt, umas que estão aqui agora e outras que estão perto de ficarem prontas. Câmeras digitais estão no núcleo destes avanços. A Cainthus tem desenvolvido um software de reconhecimento facial para produção de vacas leiteiras que memorizam a face do animal em seis segundos e monitoram a atividade do rebanho inteiro sem ter que colocar aparelhos de rastreio nelas. Eles estão criando algoritmos que irão permitir que o software alerte o produtor quando as vacas mostrarem sinais de manqueira ou quando estão brigando pela melhor alimentação. Quando a vaca briga, isto acaba perturbando o rebanho inteiro e diminuem o consumo de alimentos por até 2 horas, o que certamente causa impacto na produção de leite.

Utilização de drones no campo

Os drones estão sendo adotados para análises em fazendas e Hunt falou tanto sobre os potenciais, quanto sobre as limitações da sua utilização. Drones que se auto pilotam já são bem sucedidos em monitorar o crescimento da plantação. Hunt olha para frente, para o dia em que as fazendas serão analisadas duas vezes por dia. Ele alertou os fazendeiros a não aceitarem qualquer oferta das companhias que oferecem drones que voam manualmente sobre suas fazendas. O custo é muito elevado e não permitiria voos frequentes para valer a pena. Alguns drones podem ser prejudiciais ao serem utilizados na produção animal, e não poderiam ser inteiramente efetivos até que eles sejam pequenos o suficiente para que passem despercebidos pelos animais, ou possam voar alto o suficiente sem serem notados.

O futuro da robótica agrícola

Robôs trarão um enorme impacto na agricultura nos próximos anos. Hunt mostrou um vídeo de 2 robôs parecidos com cães, caminhando lado a lado. Um era grande e parecia desajeitado, o modelo era de 2010. O outro era elegante e bonito, e foi lançado somente 4 anos depois. “Imagine como eles irão se parecer em 2050”, disse Hunt.

A importância da robótica para a agricultura é enorme. Colheitadeiras robóticas podem permitir que plantio retorne a policultura, a prática de cultivar múltiplas plantações lado a lado no mesmo campo. Plantar e colher com união tem permitido os fazendeiros a alimentarem uma população que não para de crescer aumentando sua produção, mas isto depende de um plantio de uma só cultura. A policultura está próxima do ecossistema natural e defensores dizem que isto resulta numa melhor saúde da terra e facilidade no gerenciamento de pragas.

Digitalizando decisões agrícolas

Digitalizar a agricultura irá permitir que os fazendeiros tomem decisões baseadas em dados ao invés de emoções ou exageros. Hunt enfatizou a importância disso, falando sobre a necessidade das decisões básicas nos acontecimentos de suas próprias fazendas, e não um rumor incerto vindo de outra fazenda, mesmo sendo vizinha.

“Somente porque o produto trabalha incrivelmente bem nos campos dos seus vizinhos, não quer dizer que irá trabalhar bem no seu” disse Hunt. “Se tivermos uma gestão precisa, observando o que faz as coisas funcionarem, fundamentado em metro por metro e em planta por planta, onde não há emoção, não há exagero. Tem somente boas decisões e aumento de produtividade”.

No encerramento Hunt ofereceu um desafio: “Nós temos a oportunidade de utilizar as ferramentas disponíveis para tornar realidade em 2050, o que hoje é uma utopia. Da mesma forma que temos ferramentas disponíveis para fazer este planeta se tornar um deserto em 2050. As escolhas de hoje irão determinar que tipo de mundo deixaremos para nossas crianças.”.

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