3 estratégias para combater o medo de falhar

Jun 29
3 estratégias para combater o medo de falhar

Em palestra, Beth Comstock, ex-vice presidente da General Electric, conta como encarar as mudanças de forma inovadora

Autora: Elise Murrell

“Gostando ou não de mudanças, precisamos estar prontos para elas”, afirmou a ex-vice presidente da General Electric - primeira mulher a conquistar o cargo -, Beth Comstock, durante sua participação no ONE 18.

Segundo ela, a chave para conseguir se adaptar é mudar a forma de pensamento. “É preciso imaginar um futuro que poucos possam ver, e então você tem que agir para fazê-lo acontecer”, conta. Beth também enfatiza que todos são capazes de se transformar, seguindo três passos:

1. Permita-se

Segundo Beth, a mudança não é a parte mais assustadora do processo. “O que a maioria das pessoas não consegue é lidar com essas mudanças, por medo”, complementa. No mundo hiper conectado de hoje, no qual o foco está mais na eficiência do que na criatividade, é necessário seguir em frente sem saber todas as respostas. “Uma parte crítica do problema é a falta de imaginação, onde as possibilidades acabam morrendo”.

A busca por uma maior eficiência e perfeição desenvolveu uma cultura de trabalho quase mecânica que tem medo da criatividade e das falhas. Beth acredita que essa lacuna de imaginação está afastando a sociedade de sua própria natureza humana. “O trabalho de todos é mudar agora", disse. "É preciso entender que a mudança começa com você”.

A principal maneira de mudar seu pensamento e alcançar as mudanças é permitir as mudanças, incluindo tentativas e testes. Isso inclui também a permissão para falhar. Beth ressalta que, além de deixar a equipe testar novas coisas e expressar seus medos, é preciso dar feedback aos membros, assim promovendo uma maior responsabilidade. “O feedback é o oxigênio para a mudança de mentalidade, devemos buscá-lo, dá-lo e usá-lo”, complementa.

2. Dê espaço para descobertas

“É preciso liderar com curiosidade”, afirma Beth. Para isso, ela sugere mergulhar em uma ideia, o que inclui conhecer os membros da equipe, o mercado e onde as mudanças estão sendo aplicadas, além de acompanhar tendências. “Investigar pontos de vista que contradizem com os que a empresa acredita e fazer descobertas com toda a equipe também é essencial”, comenta.

Como alguém que adora encontrar padrões, Beth recomenda procurar por conexões e seguir uma “regra de 3”: se uma ocorrência for identificada três vezes, pode ser uma tendência que vale a pena prestar atenção, como o streaming de vídeo e o movimento das cervejas artesanais, por exemplo. “De todo seu tempo, 10%  é gasto em coisas que você já sabe. Em vez disso, deveríamos focar este tempo criando coisas novas”, aponta.

De acordo com Beth, um desdobramento fácil, baseado em escolas de negócios, de como você pode gastar seu tempo de forma mais inovadora pode ser da seguinte forma: 70% em inovações centrais, ou projetos em que você já está se concentrando; 20% para novas ideias (por exemplo, tecnologia de edição de genes CRISPR); 10% para se atualizar sobre o que há de novo, ou ideias que têm potencial para mudar o mundo daqui a cinco, 10 ou 20 anos. “Mesmo que 10% possam não parecer muito, levar esse pequeno espaço de tempo para olhar além do status quo e inovar pode render grandes recompensas”.

3. Incorpore o aprendizado — e as falhas  — ao sistema operacional

“Devemos ver o mundo como nossa sala de aula, e a maneira de fazer isso é mudando nossa cultura de trabalho. O problema é que acabamos colocando mais perguntas no sistema do que respostas”, conta Beth.

Segundo ela, um dos resultados mais poderosos de promover continuamente o aprendizado e capacitar sua equipe, é descobrir que existem muitos empreendedores em sua organização. “Encontre pessoas que não têm medo de fazer bagunça e apoie-as na criação de novas ideias”, complementa.

Em seu trabalho na General Electric, Beth aplicou esse método na empresa, estabelecendo parcerias com startups locais para auxiliar na resolução de problemas como o appliance. “Ao descobrir o problema, você pode restringir sua janela de risco, reunir equipes integradas e criar mais opções para que, quando a mudança chegar, você possa ter mais confiança para dimensionar quais ideias são apropriadas”.

Porém, não é só o aprendizado que deve ser um elemento-chave da cultura do trabalho - o mesmo deve acontecer com o fracasso. “Se o fracasso não é uma opção, tampouco é o sucesso”, diz. Beth incentiva o convite a equipe para compartilhar o que deu errado com uma ideia, o que eles aprenderam e como planejam fazer melhor para avançar. “Para estar verdadeiramente pronto para a mudança, precisamos de mais pessoas com imaginação para lutar pelo futuro, apesar do medo do fracasso”.

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