Da Vinci e Dr. Pearse Lyons: gênios da Renascença e do ag-tech

Jul 19
Da Vinci e Dr. Pearse Lyons: gênios da Renascença e do ag-tech

Autora: Victoria Robin

Em meio à sua rotina esboçando ideias de bicicletas, paraquedas, tanques e submarinos, Leonardo da Vinci, um gênio da Renascença, deparou-se com obstáculos. No entanto, da Vinci era bem conhecido por manter um caderno com suas ideias e pensamentos, no qual rabiscava aleatoriamente. Entre essas páginas constava uma afirmação de da Vinci, repetida durante os períodos das lutas criativas: “Os obstáculos não me dobram.”

Mais de 500 anos depois, Dr. Mark Lyons, presidente da Alltech, subiu ao palco do ONE: Simpósio de Ideias da Alltech. Na frente de quase 4 mil pessoas, ele contou ao público sobre outro gênio que era conhecido por documentar todos os seus pensamentos em um caderno: Dr. Pearse Lyons. O falecido pai de Mark e fundador da Alltech, foi um defensor da sustentabilidade, da fabricação de cerveja, da nutrição e da inovação. Ele também tinha uma afirmação para quando surgiam os obstáculos: “Nós dobraremos a realidade.”

"Pensou? Escreveu" Mark disse ao público. No entanto, documentar ideias em um caderno não é a única semelhança que Da Vinci e Dr. Lyons compartilhavam. De acordo com o livro “Como Pensar como Leonardo da Vinci”, de Michael Gelb, há sete passos para se tornar um gênio como o célebre renascentista. Mark explorou as sete maneiras diferentes nas quais seu pai se comparava com o visionário:

1. Curiosidade: Da Vinci estava sempre interessado em fazer a pergunta “e se”: E se os humanos pudessem voar como pássaros? E se a arte pudesse transformar o mundo? Dr. Lyons também era conhecido por questionar o status quo. Aqueles que o conheciam estavam cientes de suas perguntas contundentes: e se pudéssemos reduzir a poluição animal? E se pudéssemos alimentar os animais mais naturalmente? E se pudéssemos conectar os agricultores à tecnologia?

2. Demonstração: a capacidade de aprender com seus erros era um traço admirável de Da Vinci. Parte da inovação, parte da construção de um império, está em testar o conhecimento por meio da experiência.

"Ele não acreditava que ele era melhor do que ninguém", disse Mark de seu pai. “Ele não acreditava que ele fosse completamente único. Ele era humilde. ”

3. Sensação: em uma época em que a tecnologia vive na ponta dos nossos dedos, o que Da Vinci, um defensor dos cinco sentidos pensaria sobre as pessoas coladas a seus telefones? Dr. Lyons investiu muito tempo e esforço em suas duas pátrias, Kentucky e Irlanda, organizando eventos mundiais e construindo belas destilarias. Esse compromisso com suas comunidades ajudou a incentivar as pessoas a sairem de seus telefones e irem para o mundo.

4. Sfumato (evaporar como fumaça): uma vontade de abraçar a incerteza. Da Vinci, um gênio, reconheceu que ainda havia tópicos desconhecidos para ele. No entanto, a emoção de aprender algo novo é um passo importante no caminho para a genialidade. Dr. Lyons era conhecido por cultivar um espírito curioso dentro de si mesmo e dos outros, financiando programas de pós-graduação, conferências e aulas de idiomas para seus funcionários.

"O aprendizado nunca esgota a mente", disse Da Vinci certa vez.

5. Arte/ciência: frequentemente as pessoas descrevem a si mesmas como tendo uma prevalência do “hemisfério direito” ou “do hemisfério esquerdo” do cérebro, e portanto com mais talento para a arte ou a ciência. Apesar disso, para alcançar a genialidade de Da Vinci, é importante encontrar um equilíbrio entre os dois. Da Vinci era um artista, sim, mas também era engenheiro, botânico e inventor. Dr. Lyons era um cientista talentoso em fermentação, mas também era um homem com um paladar altamente desenvolvido e uma mente criativa que produzia cervejas premiadas. A chave é o equilíbrio.

6. O corpo: "Sua mente acompanha seu estado físico", disse da Vinci.

Da Vinci e Dr. Lyons acreditavam firmemente que um corpo alerta leva a uma mente alerta, e é por isso que Dr. Lyons corria todas as manhãs e até mesmo organizava corridas no simpósio internacional anual da Alltech. Ele reconhecia com clareza a importância de ter funcionários felizes e saudáveis.

7. Conexão: Da Vinci conectou-se ao mundo, ao seu ambiente, à sua arte. No entanto, Mark enfatizou que Dr. Lyons estava mais interessado em se conectar com as pessoas.

“Ele constantemente queria conectar e unir as pessoas”, explicou Mark.

As semelhanças entre Leonardo da Vinci e Dr. Pearse Lyons são impressionantes. No entanto, há uma questão geral que é comum para esses dois homens: um senso de propósito. Para da Vinci, o propósito era criar. Para Dr. Lyons, o propósito era sustentar o mundo.

"Hoje, as pessoas vão trabalhar para empresas com objetivos e para instituições com propósitos", disse Mark. "E se você não tiver um propósito, elas não trabalharão para você."

Em última análise, esses dois gênios definiram a altura do padrão. Talvez nem todos possam ser da Vinci ou Dr. Lyons, mas esses passos podem nos levar a encontrar a nossa própria grande ideia.

"Não podemos substituir Dr. Lyons, ninguém pode", disse Mark ao público. “Mas se começarmos a pensar como ele, se conseguirmos 10 pessoas, 100 pessoas, 1.000 pessoas pensando como ele, imaginem o que podemos alcançar juntos”.



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