Professor Robert Wolcott: As empresas estão fazendo as perguntas certas para sobreviver em um mercado em constante mudança?

Jun 29
Professor Robert Wolcott: As empresas estão fazendo as perguntas certas para sobreviver em um mercado em constante mudança?

Robert C. Wolcott fala para multidões no ONE: O Simpósio de Ideias da Alltech

Autora: Victoria Robin

“Se um cliente está te dizendo que quer algo, adivinhe a quem mais ele está dizendo?” perguntou o professor Robert Wolcott ao público do ONE: O Simpósio de Ideias da Alltech (ONE18). “Sua concorrência. Então, como você descobre o que o cliente quer antes dele querer?”

O professor clínico de inovação e empreendedorismo da Kellogg School of Management da Universidade Northwestern contou aos participantes da ONE18 o segredo para sobreviver a longo prazo em uma indústria disruptiva.

"Precisamos fazer perguntas melhores", disse ele.

Um guia de sobrevivência de negócios

“Não podemos predizer o futuro em detalhes”, disse Wolcott. "Mas podemos fornecer uma previsão."

Parte da previsão que acompanha grandes ideias implica refletir sobre a história do que muitos consideraram as “melhores” empresas nas décadas passadas. IBM, Xerox e Kodak eram apenas algumas das muitas outras empresas que tinham duas coisas em comum:

1) Experiências de quase morte. Cada empresa estava à beira da extinção antes de se reinventar e de se adaptar ao seu entorno.

2) Todas foram "a melhor companhia do planeta por décadas", explicou Wolcott. No entanto, a história mostra que qualquer empresa está vulnerável a uma possível extinção.

Felizmente, Wolcott compartilhou suas duas dicas de como as empresas podem evoluir e prosperar em mercados em constante mudança:

1) Fortalecimento: Ampliar e defender o negócio principal.

2) Exploração: Criar crescimento através da exploração de oportunidades futuras.

Um produto não continuará sendo a idéia mais revolucionária para os consumidores eternamente. Existem outras empresas tentando tornar as coisas maiores, melhores e mais rápidas. A concorrência é difícil e as empresas do topo podem rapidamente passar de caçadores para caça na indústria.

"Devemos enfrentar o desafio, tendo sucesso ou não", encorajou Wolcott. “É na tentativa que crescemos como seres humanos e como organizações.”

Criadores de tendências tecnológicas

Wolcott continuou sua palestra fazendo referência a muitas novas tecnologias e práticas de negócios que estão abalando a indústria:

1) Os carros elétricos foram considerados um aborrecimento pelos consumidores por muitos anos. Um medo exagerado de ficar sem bateria no meio de uma rodovia movimentada atormentava a mente de potenciais compradores preocupados. No entanto, Wolcott informou ao público que há carros elétricos que podem rodar 1.000 milhas antes de ficar sem bateria. Milhões de dólares estão sendo investidos em estações de recarga para plug-ins fáceis e convenientes em nível nacional.

Ouvir as necessidades do cliente - e prever que haveria resistência a uma nova tecnologia - resultou na criação de um automóvel que não levanta mais perguntas e, ao contrário, oferece respostas.

"Se procurarmos sempre nos mesmos lugares, encontraremos sempre as mesmas respostas", disse Wolcott.

Entretanto, é tarde demais para os carros elétricos? Os carros autônomos são o caminho do futuro?

2) Durante três anos, disse Wolcott, a Amazon previu as encomendas de usuários e as armazenou em um depósito próximo, pronto para envio. Wolcott informou ao público que, se um usuário clicar, ou mesmo passar, sobre o mesmo produto na loja online mais de uma vez, a Amazon fará a previsão de que falta muito pouco para o usuário fazer uma compra. Quando o cliente finalmente decide "puxar o gatilho" e comprar o item no qual está de olho há semanas, a Amazon já o terá por perto.

"Os seres humanos querem o que querem, onde querem, quando querem", disse Wolcott.

O método da Amazon, chamado “envio antecipado”, é a previsão personificada.

3) “Hoje, temos uma cadeia de suprimentos global. Quanto maior a fábrica, menores os seus custos”, explicou Wolcott. “Nos próximos 30 anos, esse modelo estará destruído.”

Ele garantiu ao público que a cadeia de suprimentos global não desaparecerá completamente, pois algumas ainda serão vitais, mas, em breve, a impressão em 3D assumirá o controle. Por que ferramentas, recursos e funcionários extras deveriam ser necessários para construir algo por dias, semanas ou meses, quando a impressão 3D o poderia fornecer em minutos?

"Ainda nas nossas vidas, poderemos ter uma máquina de impressão 3D em nossos balcões", disse Wolcott.

Então, quais são as perguntas certas?

De acordo com Wolcott, estamos no caminho certo. A pergunta que estamos acostumados a fazer, diz Wolcott, é: "Como essa tecnologia pode nos ajudar a ser melhores naquilo que já fazemos?"

"Esta é uma ótima pergunta", disse Wolcott. “Continue fazendo essa pergunta. Mas isso não é suficiente. ”

Em vez disso, ele desafiou a todos com novas perguntas:

1) “Como essa tecnologia pode nos ajudar a fazer algo que nunca fizemos antes?”

Seria algo inovador como carros elétricos? Algo tão ágil quanto previsão de compras? Tão conveniente quanto a impressão 3D?

Wolcott explica que muitas vezes as perguntas certas vêm de pessoas que indagam sobre o seu próprio futuro.

2) “Em um mundo onde a tecnologia é crescente”, explica Wolcott, “podemos fazer qualquer coisa. O que podemos fazer e por quê? ”

Para que serve essa nova tecnologia? Isso está tornando a vida mais fácil? Pode crescer com o tempo?

3) "Para onde o futuro pode ir?"

A ideia é sustentável? Ela acompanha as tendências encontradas por meio da previsão?

Mas, de forma geral, a previsão necessária para sobreviver em uma indústria em constante mudança e para criar a próxima grande ideia está em busca de uma causa muito nobre.

“Tornar o mundo um lugar melhor”, explicou Wolcott. “Isso é o que motiva as pessoas, mais do que qualquer outra coisa.”

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